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Cão Orelha: veja linha do tempo com os acontecimentos e o que se sabe até agora da investigação

Orelha, cão de rua comunitário, é torturado por adolescentes e não resiste aos ferimentos A morte do cão Orelha completa um mês nesta semana, na quarta-fe...

Cão Orelha: veja linha do tempo com os acontecimentos e o que se sabe até agora da investigação
Cão Orelha: veja linha do tempo com os acontecimentos e o que se sabe até agora da investigação (Foto: Reprodução)

Orelha, cão de rua comunitário, é torturado por adolescentes e não resiste aos ferimentos A morte do cão Orelha completa um mês nesta semana, na quarta-feira (4), e o caso que chamou a atenção do país para os casos de maus-tratos a animais, segue sendo investigado com o principal objetivo de descobrir quem e como o cachorro comunitário foi morto na Praia Brava, região nobre de Florianópolis. A Polícia reiterou que não tem imagens que mostrem as agressões sofridas pelo cão. Orelha foi encontrado agonizando e não resistiu aos ferimentos. A investigação aponta que ele foi vítima de agressão, e a polícia apura o envolvimento de adolescentes. Adultos, parentes dos jovens, foram indiciados por coação. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp ➡️ Os nomes, idades e localização dos suspeitos de atacar Orelha não foram divulgados pela investigação, tendo em vista que o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo pessoas abaixo de 18 anos. Confira a linha do tempo com os principais fatos relacionados ao caso: 4 de janeiro: dia em que o cão Orelha é achado agonizando sob um carro na Praia Brava. Ele é levado a uma clínica veterinária e morre no dia seguinte em decorrência dos ferimentos. 6 de janeiro: entre 0h e 1h ocorre a tentativa de afogamento do cão Caramelo com imagens mostrando o animal e pelo menos três adolescentes na Praia Brava. Posteriormente, a investigação descartou que fossem os mesmos investigados no caso do Orelha. 11 de janeiro: porteiro da região é alvo de ofensas (a Polícia Civil não detalhou se partiu de adolescentes ou dos familiares dos investigados). 11 de janeiro: invasão a um quiosque e furto de bebidas na Praia Brava. A ação é investigada para descobrir se há alguma relação entre suspeitos. 14 de janeiro: explosão de uma bomba em uma residência. A ação é investigada para descobrir se há alguma relação entre suspeitos. 16 de janeiro: Polícia Civil toma conhecimento do caso após denúncias de moradores. 17 de janeiro: moradores fazem protesto cobrando investigação. 19 de janeiro: após concluir o relatório investigativo inicial, a Polícia Civil divulga pela primeira vez que investigava quatro adolescentes pelas agressões que levaram à morte do cão. A corporação justificou ter chegado aos suspeitos pela análise de câmeras de segurança e depoimentos de moradores. 26 de janeiro: operação cumpre três mandados de busca e apreensão em endereços de investigados. Buscas ocorreram nas casas dos adolescentes e também de seus responsáveis legais. Mandados também foram cumpridos em locais vinculados a adultos investigados por possível coação durante o andamento do processo. 26 de janeiro: investigação solicita laudo de exame de corpo de delito do cão Orelha para a Polícia Científica. 27 de janeiro: Polícia Civil concede primeira entrevista coletiva do caso. Entre as informações divulgadas, estava a de que os adolescentes investigados pela morte do cão Orelha tentaram afogar outro cachorro, o Caramelo. Também foi revelado que o animal foi atingido na cabeça com um objeto contundente, ou seja, sem ponta e sem lâmina. 27 de janeiro: ainda na coletiva, é revelado que dois empresários e um advogado, pais e tio de adolescentes investigados, foram indiciados por coagir o vigilante de um condomínio que teria imagens que poderiam colaborar com a investigação da ocorrência. 28 de janeiro: Vara da Infância e Juventude de Florianópolis determinou que redes sociais e aplicativos adotem medidas para inibir a divulgação de conteúdos que exponham e identifiquem os adolescentes suspeitos. 29 de janeiro: dois adolescentes dos investigados retornaram ao Brasil após viagem aos Estados Unidos. Eles deixaram o país depois da morte do animal para uma "viagem pré-programada", conforme a investigação. Eles prestaram depoimento no dia seguinte e tiveram os celulares recolhidos. 30 de janeiro: Polícia Civil informou que não investiga mais um dos quatro adolescentes suspeitos. Os investigadores afirmaram que o jovem não aparece nas imagens e que a família apresentou provas de que ele não estava no local do crime. Na mesma data, descartou que os suspeitos investigados pela agressão contra Orelha eram os mesmos que teriam tentado afogar o cão Caramelo. 1º de fevereiro: atos em diversas capitais e cidades do país, como São Paulo, Belo Horizonte, Manaus, Porto Alegre e Belém, cobram justiça e celeridade nas investigações. As manifestações também pedem penas mais duras para casos de maus-tatos a animais. Orelha Reprodução O que é analisado agora? A Polícia Civil analisa quase mil horas de gravações feitas por câmeras de segurança na região da Praia Brava no período das agressões. Mais de 20 pessoas foram ouvidas. Um dos desafios da investigação é a ausência de imagens do momento das lesões. Conforme a polícia, registros de outros episódios na mesma região e período, que também teriam sido causados por adolescentes, ajudam na investigação. ‘Se eu tivesse visto batendo no cachorro, eu diria’, diz porteiro Orelha: Fantástico teve acesso a depoimentos e imagens que ajudam a entender a cronologia O Fantástico teve acesso a dados da investigação. O porteiro prestou dois depoimentos e falou dos atritos com os adolescentes: “Eu fui bastante xingado, né? Eu tenho um vídeo deles danificando lixeiras na frente do condomínio. Isso duas, três horas da manhã. E eles xingavam de porteiro de merda, assalariado, lá, não sei o quê, e velho, e barrigudo. Eu gravei bem esses guris por causa dessas coisas”. O porteiro também foi questionado sobre o que sabia da morte do Orelha: “Agora lá sobre a situação do cachorro, eu não posso acusar que foram eles. E eu digo para senhora: se eu tivesse visto batendo no cachorro, eu diria que eram eles”. Caso Orelha: ‘Se eu tivesse visto batendo no cachorro, eu diria’, diz porteiro Fantástico/ Reprodução Ao saber das discussões e que dois dos rapazes tinham sido fotografados, os pais desses dois adolescentes e o tio de um deles foram até a portaria. Um dos encontros foi registrado pelas câmeras de segurança. “E nesse momento, uma dessas pessoas estava com volume na região da cintura, que deu a entender ali, tanto para a vítima, que seria a pessoa coagida, quanto para duas testemunhas que estavam presentes no momento da discussão, que poderia ser uma arma de fogo. Nós representamos para um mandado de busca e apreensão no endereço desse suspeito e não foi localizada essa arma”, diz a delegada de Proteção Animal Mardjoli Valcareggi. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias