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Mapeamento de capivaras indica baixo risco de febre maculosa em Floripa

Um estudo conduzido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram), apon...

Mapeamento de capivaras indica baixo risco de febre maculosa em Floripa
Mapeamento de capivaras indica baixo risco de febre maculosa em Floripa (Foto: Reprodução)

Um estudo conduzido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram), aponta baixo risco de ocorrência de Febre Maculosa Brasileira em áreas com presença de capivaras em Florianópolis. A pesquisa integra o Projeto CAPI Floripa, iniciativa interinstitucional realizada com foco na convivência harmoniosa entre fauna silvestre, ambiente urbano e população. O levantamento acompanhou a presença de carrapatos em regiões com ocorrência de capivaras, com monitoramento da saúde de animais silvestres que convivem próximos às pessoas, como capivaras, gambás e outros mamíferos. Resultados do monitoramento de carrapatos As coletas foram realizadas entre fevereiro e novembro de 2025, em dez pontos do município, contemplando diferentes períodos do ano. Ao todo, mais de 10 mil carrapatos foram analisados, sendo a maioria coletada no ambiente natural. Os resultados indicaram a presença exclusiva da espécie Amblyomma dubitatum nas áreas associadas às capivaras, incluindo os próprios animais. Essa espécie não está relacionada à transmissão da Febre Maculosa Brasileira, considerada a forma mais grave da doença. Segundo a bióloga da Floram, Priscilla Tamioso, não houve identificação do principal vetor da enfermidade. “Até o momento, não foi registrada a presença do carrapato-estrela, Amblyomma sculptum, principal vetor da Febre Maculosa Brasileira, o que indica baixo risco de ocorrência da doença na Capital, considerando os resultados das áreas estudadas”, explica. Projeto CAPI Floripa e convivência com a fauna Coordenada pela professora doutora Patricia Hermes Stoco, a pesquisa faz parte de um dos eixos do Projeto CAPI Floripa, que alia pesquisa científica, manejo ambiental e educação ambiental para promover a convivência segura entre capivaras, meio ambiente e a população urbana. O estudo busca identificar carrapatos e verificar se eles carregam microrganismos que possam representar risco à saúde humana, além de acompanhar possíveis mudanças ao longo do tempo. Monitoramento contínuo e prevenção Apesar dos resultados positivos, o monitoramento segue de forma contínua e preventiva. A iniciativa permite acompanhar a dinâmica da fauna silvestre e possíveis alterações ambientais, contribuindo para a segurança sanitária da população. O projeto reforça que a produção de conhecimento científico, aliada ao monitoramento constante e à educação ambiental, é fundamental para a construção de uma cidade mais segura, saudável e ambientalmente equilibrada. Manejo populacional e proteção legal da fauna A fauna silvestre é protegida por lei no Brasil, sendo crime matar, perseguir, ferir ou capturar animais silvestres, conforme a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) e a Lei de Proteção à Fauna (Lei nº 5.197/1967). O manejo populacional de capivaras só pode ser considerado com base em estudos técnicos que avaliem fatores como população, paisagem e contexto urbano-ambiental, além da comprovação de risco à saúde pública. A autorização para qualquer ação de manejo de fauna em vida livre é de competência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), seguindo critérios técnicos, legais e éticos. Casos de crimes contra a fauna silvestre podem ser denunciados à Polícia Militar Ambiental ou ao Ibama, por meio dos canais oficiais de atendimento. Conforme Lei nº 10.199, a Prefeitura informa que a produção deste conteúdo não teve custo e sua veiculação custou em média R$ 2.550,00. Acesse o site da PMF e fique por dentro das novidades!